Cinzas
Lá fora alguém deve chamar
o nome antigo que me foi dado.
Ouso não escutá-lo.
Lá fora meus olhos
não mudam de cor,
muda quem os enxerga.
Ouso nem olhar…
pois o que há para ser visto?
O que foge da impressão repetida,
o eterno déjà vu vivido a cada dia?
Teimosia, ousadia?
Chame de arredia esta que vos fala,
então poderei olhar-te:
não serão enternecidos olhos pálidos,
mansos como o tempo que se foi.
Antes olhos vivos, outras cores:
coisas perecíveis que nos tocam,
queimam e apaixonam.
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June 7, 2009 at 17:36
Olhos de paixão, vivos, quentes. Olhos verde-amarelo-azuis. Olhos do meu amor.
August 26, 2009 at 23:29
Dehors il pleut…