jogo de desvairar
Vai, meus dedos, bota nesse papel alguma coisa que salte aos olhos. Enche esse branco do negror que vocês sabem, tá guardado. Vai, fala onde se escondeu aquele grito meu, aquele tantas vezes exclamado, metaforizado. Onde está, meu deus?
Ah meu deus,
você que se esconde em algum cantinho escuro desse mundo ofuscante, você que só quer saber de beber a escuridão de minhas entranhas… Vai deus, sai da toca e põe isso tudo para funcionar!
Vai Deus, vai que já são os meus olhos saltando. Como ficariam aqui? Tudo tão oco.
Foi você, Deus… me esvazia sem pedir licença, me põe os miolos pra fora e ainda me instala essa angústia. Vê se larga dessas brincadeiras velhas que ninguém mais gosta de sentir essas humanidades gratuitas…
May 21, 2009 at 22:17
Eu as vezes penso que eu to sendo repetitivo, mas é tão sincero, e impossível dizer outra coisa que não: o texto tá lindo! E esse Deus é mesmo um sacana.